Todo dia cansa

Não é um grande evento que cansa. Não é um trauma específico. É o acúmulo. Mas de que? Todo dia um pouco. Todo dia mais um ajuste. Todo dia mais uma expectativa para administrar. É um desgaste que vem da constância. Existe um cansaço que não vem do excesso pontual, mas da repetição contínua. Acordar. Resolver. Decidir. Responder. Cumprir. Recomeçar. Não há pausa real entre um dia e outro da minha vida. Só a ilusão de descanso. E o corpo até acompanha, mas a mente já começa a me cobrar juros.

Cansaço sem drama, mas profundo

Nem sempre eu estou esgotada. Às vezes é só cansada mesmo e isso já é suficiente. Cansada de ser eficiente, ser compreensiva, ser disponível, de ser forte. O problema é que esse tipo de cansaço não autoriza parada. Ele é discreto demais para virar prioridade.

A normalização do esgotamento

A gente aprende a conviver com o cansaço como se fosse parte da personalidade. “Ela é assim mesmo.”, “Ela aguenta.”, “Ela sempre dá conta.”, mas só eu sei como estou por dentro. E um belo dia, a gente percebe que está vivendo no limite do aceitável, não do saudável.

Pequenas pausas que não resolvem

Dormir mais, ajuda? Ajuda! Viajar ajuda. Descansar ajuda. Mas quando o cansaço é existencial, essas coisas aliviam, não curam. Porque o que cansa não é só o fazer. É o sustentar.

Um dia de cada vez, com mais honestidade

Talvez não dê para mudar tudo agora, de uma vez só! Mas dá para parar de fingir que todo dia igual não pesa. Reconhecer que todo dia cansa é o primeiro gesto de cuidado possível quando ainda não se sabe como mudar o ritmo.

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